quinta-feira, 8 de março de 2012

Fidelity - Capítulo 3 (continuação 1)

Fidelidade
Como criar um relacionamento amoroso duradouro.

Capítulo 3 - AS RAÍZES DO DESEJO (continuação)


NÃO-MEDO

"Quando cessa o desejo, não há mais medo. Estamos então, verdadeiramente livres, pacificados e felizes. Quando o praticante não tem mais desejo, nem quaisquer formações internas, ele se libertou do abismo." Sutra da Rede do Amor Sensual, verso 30

A maioria de nós anda com medo de uma separação de nossos entes queridos, da solidão, e de uma vida sem sentido. Nosso maior medo é que quando morrermos seremos nada. Muitos de nós acredita que toda a nossa existência é apenas um simples espaço de tempo do momento que nascemos ao momento que morremos. Acreditamos que nascemos do nada e quando morremos nos tornamos nada.
Ficamos repletos do medo da aniquilação. Mas aniquilação é apenas uma noção. O Buda ensinou que não há nascimento; não há morte; não há vinda; não há ida; não há igual; não há diferente; não há o eu permanente. Se praticarmos meditação, podemos gerar as energias da atenção e concentração. Estas energias nos levarão à percepção de que não há nascimento e morte. Podemos realmente remover nosso medo da morte. Quando compreendemos que não podemos ser destruídos, nos libertamos do medo. É um grande alívio. Não-medo é a alegria suprema. 
Se você tiver medo, não poderá ter felicidade. Se ainda estiver correndo atrás do objeto de seu desejo, então você ainda tem medo. O medo vai junto com o desejo. Se você parar o desejo, o medo vai embora naturalmente. 
Às vezes você está cheio de medo, mas não sabe o porquê. O Buda diz que o motivo de você estar com tanto medo é porque ainda tem muito desejo. Se você parar de correr atrás do objeto de seu desejo, você não terá medo. Sem medo, você se pacifica. Com paz em seu corpo e mente, você não é assolado pelas preocupações e vive menos acidentes. Você é livre. 
Um dos maiores presentes que podemos oferecer para outras pessoas é incorporar o não-medo e o desapego. Este verdadeiro ensinamento é mais precioso do que dinheiro ou recursos materiais. O medo distorce nossas vidas e nos torna miseráveis. Nós nos apegamos a objetos e pessoas, como uma pessoa em afogamento se agarra a um tronco flutuante. Ao praticar o desapego e a compartilha desta sabedoria com os outros, oferecemos o presente do não-medo. Tudo é impermanente. Este momento vai passar. Essa pessoa vai embora. A felicidade é ainda possível.
Quando amamos alguém, devemos olhar profundamente a natureza deste amor. O verdadeiro amor não contém sofrimento ou apego. Ele traz bem-estar para nós e para os outros. O verdadeiro amor é gerado a partir do seu interior. Com o verdadeiro amor, você se sente completo por si só; não precisa de algo de fora. O verdadeiro amor é como o sol, que brilha com luz própria, e oferece essa luz para todos.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Fidelity - Capítulo 3


Fidelidade
Como criar um relacionamento amoroso duradouro.

Capítulo 3 - AS RAÍZES DO DESEJO

"Cegos pelo apego, mais cedo ou mais tarde, nós caímos no amor sensual. A ansiedade é construída dia a dia, assim como a água preenche a lagoa gota a gota." Sutra da Rede do Amor Sensual, Verso 3.
Se continuarmos a cultivar o amor sensual, então, inevitavelmente chegamos ao desejo sexual e cobiça. Não devemos subestimar o amor sensual. Quando ele surge, devemos prestar atenção logo de início. Todo ser humano quer amar e ser amado. Isto é muito natural. Mas muitas vezes amor, desejo, necessidade e medo se misturam todos juntos. Há muitas canções com as palavras, "Eu te amo; Eu preciso de você". Tais letras implicam que amar e desejar são a mesma coisa, e que a outra pessoa está ali apenas para satisfazer nossas necessidades. Podemos sentir que não sobrevivemos sem a outra pessoa. Quando dizemos: "Querida, eu não posso viver sem você. Eu preciso de você", nós pensamos que estamos falando a linguagem do amor. Nós ainda sentimos que é um elogio para a outra pessoa. Mas essa necessidade é na verdade uma continuação do medo e desejo originais que estiveram conosco desde que éramos crianças pequenas. Como bebês, nós éramos desamparados. Tinhamos braços e pés, mas não podíamos usá-los para ir a qualquer lugar. Havia muito pouco que podíamos fazer por nós mesmos. Fomos de um lugar muito quente, úmido e confortável dentro do útero para um lugar frio e áspero, cheio de uma luz desagradável. A fim de realizar nossa primeira respiração, tivemos que primeiro expulsar o líquido de nossos pulmões. Este foi um momento perigoso. Nosso desejo original é sobreviver. E nosso medo original é que ninguém estará lá para nos cuidar. Antes que pudéssemos falar ou compreender a linguagem, sabíamos que o som de passos se aproximando significava alguém para nos alimentar e nos cuidar. Isso nos fazia feliz; nós realmente precisávamos daquela pessoa. Como recém-nascidos, podíamos distinguir o cheiro da nossa mãe ou da pessoa que tomava conta de nós. Conhecíamos o som de sua voz. Nós viemos para amar aquele cheiro e aquele som. Este é o primeiro e original amor, fruto de nossa necessidade; é completamente natural. Quando a gente cresce e procura por um companheiro ou companheira, o desejo original de sobreviver ainda existe em muitos de nós. Pensamos que, sem alguém, não podemos sobreviver. Podemos estar à procura de uma parceira, mas a criança em nós está olhando para esse sentimento de segurança e conforto que tivemos quando nossos pais ou cuidador chegavam. Quando éramos crianças, o cheiro da nossa mãe era o cheiro mais maravilhoso do mundo, porque precisávamos dela. Na Ásia, as pessoas usam o nariz mais do que a boca quando elas se beijam. Elas reconhecem e apreciam o cheiro da outra pessoa. 
Podemos relaxar em um relacionamento, pensando, "Eu estou bem agora, porque eu tenho alguém que me ama e me apoia." Mas a criança em nós está dizendo, "Agora posso relaxar; meu cuidador está aqui." Esse sentimento de alegria não vem simplesmente de uma verdadeira apreciação da presença de outra pessoa. Pelo contrário, estamos felizes e em paz porque com esta pessoa podemos nos sentir seguros e à vontade. Mais tarde, quando nosso relacionamento se tornar difícil, não estaremos relaxados mais, e a felicidade não estará mais presente.
Medo e desejo estão conectados. De nosso medo original veio o desejo pela pessoa que nos fez sentir confortáveis e seguros. Uma criança sente: "Estou desamparado; não tenho meios para cuidar de mim mesmo. Eu sou vulnerável. Preciso de alguém, senão eu vou morrer." A menos que reconheçamos, cuidemos, e liberemos esses sentimentos, eles irão continuar a determinar as decisões que tomamos. Se, como adultos, continuamos a nos sentir inseguros e em perigo, esta é a continuação do medo original que ainda não reconhecemos e compreendemos.

Fidelity - Capítulo 2


Fidelidade
Como criar um relacionamento amoroso duradouro.

Capítulo 2 - INTIMIDADE 

"Assim como um macaco pula de uma árvore para outra, as pessoas saltam de uma prisão de amor sensual para outra."Sutra da Rede do Amor Sensual, verso 9

PODEMOS nos reconhecer nesta imagem do macaco. Se não gostamos de algo que nossa parceira faz, nós apenas buscamos outra parceira. Então, quando esta parceira inevitavelmente fizer algo que não gostamos, passamos para a próxima. 
Nós todos queremos amor e compreensão, mas frequentemente confundimos amor com desejo. Amor e desejo são diferentes. Quando eles se misturam, precisamos olhá-los profundamente, fazendo um esforço para separá-los! Existem três tipos de intimidade: física, emocional e espiritual. Intimidade física não pode ser separada da intimidade emocional; sempre sentimos alguma intimidade emocional quando estamos envolvidos sexualmente, mesmo se não professamos. Quando a intimidade espiritual está presente, então a intimidade física e a emocional podem ser saudáveis, curativas e prazerosas. 

INTIMIDADE EMOCIONAL
Cada um de nós está buscando intimidade emocional. Queremos estar em harmonia. Queremos ter uma comunicação real e compreensão mútua. Embora o desejo físico não seja amor, é impossível ter intimidade física sem intimidade emocional, porque corpo e mente não são duas entidades separadas. O que acontece no corpo terá um efeito sobre a mente e vice-versa. A mente não pode existir sem um corpo para segurá-la e o corpo depende da mente para se mover e funcionar. Não deve haver distinção entre respeitar seu corpo e respeitar sua mente, porque seu corpo é você. O corpo de sua amada é também a mente dela. Você não pode respeitar uma parte dela sem respeitar a outra. 
Eu conheço um músico que durante muitos anos foi a festas todo fim de semana para ouvir música, beber e dançar. No início da noite, essas festas eram alegres e honestas. Pessoas sorriam e se relacionavam umas com as outras. Mas perto da meia-noite, as pessoas se fechavam. Começavam a se concentrar apenas em encontrar alguém para levar para casa com elas naquela noite. A música, o álcool, e a comida haviam regado as sementes do desejo sexual em cada uma delas. Na manhã seguinte, muitas delas poderiam acordar ao lado de uma verdadeira estranha. Eles diriam adeus e partiriam, sem lembrar o que eles tinham compartilhado no corpo e na mente, em suas privacidades, na noite anterior. Na semana seguinte, ele passaria o mesmo ciclo novamente em outra festa. Mas não importa a quantas festas ele tenha ido ou com quantas pessoas tenha dormido, ele não conseguiu encontrar o bem-estar emocional que estava procurando, ou preencher o vazio que sentia por dentro. 

INTIMIDADE FÍSICA 
Todo ser vivente quer continuar no futuro. Isso é verdadeiro para os seres humanos, bem como para todos os outros animais. Sexo e reprodução sexual fazem parte da vida. Sexo pode trazer grande prazer e enriquecer uma ligação profunda entre duas pessoas. Não devemos ser contra o sexo, mas também não devemos confundi-lo com amor. Verdadeiro amor não tem necessariamente a ver com sexo. Podemos amar perfeitamente sem sexo e podemos ter sexo sem amor. 
O despertar espiritual não é uma proveniência exclusiva do celibato. Há pessoas que são celibatárias, mas que não têm consciência plena suficiente, concentração, e insight. Quando as pessoas em relacionamentos íntimos têm plena consciência, concentração e insight, as suas relações têm um elemento de santidade. Intimidade sexual não deveria ocorrer antes que houvesse  comunhão, compreensão e partilha no nível emocional e espiritual. 
O corpo humano é belo. A árvore, a flor, a neve, o rio, e o salgueiro também o são. Estamos rodeados de beleza, incluindo os seres humanos e animais que povoam a Terra. Mas temos que aprender como tratar a beleza para não destruí-la.
Nossa sociedade está organizada de tal forma que o prazer sensual parece a coisa mais importante. Produtores e fabricantes querem vender seus feitos. Então, eles anunciam seus produtos e regam a semente do desejo em você. Eles querem que você seja pego pelo desejo do prazer sensual. 
Quando estamos sós e desconectados, quando sofremos e precisamos de cura, esta é a hora de voltarmos para nós mesmos. Podemos também precisar estar perto de outra pessoa. Mas se, de imediato, estivermos em intimidade sexual com alguém que acabamos de conhecer, essa relação não irá nos curar ou nos aquecer. Será apenas uma distração. Quando estamos presos pelo amor sensual, gastamos nosso tempo nos preocupando se a outra pessoa irá nos deixar ou nos trair. 
A solidão não pode ser dissipada pela atividade sexual. Você não pode curar a si mesmo tendo relações sexuais. Você tem que aprender a ser confortável com você mesmo e concentrar-se em fazer seu próprio refúgio interno. Assim que você tiver um caminho espiritual, você terá um refúgio. Uma vez que você possa lidar com suas emoções e lidar com as dificuldades de sua vida diária, então você tem algo a oferecer a outra pessoa. A outra pessoa tem que fazer a mesma coisa. Ambos têm de realizar suas próprias curas para que se sintam à vontade em si mesmos, desta maneira poderão se tornar um refúgio para o outro. Caso contrário, tudo o que partilharmos em intimidade física serão a nossa solidão e sofrimento.

INTIMIDADE ESPIRITUAL
Espiritualidade não significa uma crença em um ensinamento espiritual específico. Todo mundo precisa de uma dimensão espiritual em sua vida. Sem uma dimensão espiritual, nós não podemos lidar com as dificuldades diárias que encontramos. Plena consciência pode ser um aspecto importante de seu caminho espiritual, independente de você ser ou não um praticante religioso. 
Sua prática espiritual pode ajudá-lo a lidar com suas emoções fortes. Ela pode ajudá-lo a ouvir e abraçar seu próprio sofrimento, e ajudá-lo a reconhecer e abraçar o sofrimento de sua parceira e entes queridos. Intimidade espiritual com sua parceira ajuda a criar intimidade emocional e torna a sua intimidade física mais satisfatória. Os três tipos de intimidade estão interconectados.

Fidelity - Capítulo 1

Fidelidade
Como criar um relacionamento amoroso duradouro.

Capítulo 1 - VERDADEIRO AMOR

Na sala de meditação do Templo Céu Ocidental, em Hue, Vietnã, há um par de painéis de madeira que os monges inscreveram duas linhas de verso. 

"Sem modos mundanos, com os ossos de um imortal, O coração do Buda é de um grandioso amor."
Este verso denota que o Buda é uma pessoa amorosa. O tipo de amor que o Buda ensina é muito amplo e inclusivo. Graças ao seu grandioso amor, o Buda pode abraçar o mundo todo. Quando Sidarta tornou-se Buda, ele não deixou de ser uma pessoa que precisava dar e receber amor. No Buda, assim como em todos nós, existiam as sementes do desejo sensual. Ele saiu de casa aos 29 anos e alcançou a iluminação aos 35. Trinta e cinco é ainda muito jovem. A maioria de nós ainda tem muito desejo sensual nessa idade. O Buda tinha amor suficiente, bem como responsabilidade mental e clareza suficientes, para ser capaz de gerir a sua energia sexual. Nós podemos fazer isso também.Isto não significa que não sintamos desejo sensual; nós sentimos. Mas não somos possuídos por ele. Em vez disso, podemos agir a partir de um amplo sentimento de amor. O amor tem suas raízes, em certa medida, no desejo sensual. O desejo sensual tem a capacidade de se tornar amor em todos nós. A prática da mente atenta não varre ou põe um fim ao desejo sensual. Para fazer tal coisa como um fim, nos faria não mais humanos. Nós praticamos a fim de ter a capacidade de lidar com o desejo, de sorrir para o desejo, para que possamos ser livres dele. Todos os seres humanos têm as sementes do desejo sensual em si. Assim, quando  ele retorna, podemos usar nossa mente plena e insight para sorrir para ele. Então, não seremos esmagados, nem presos por ele.O amor pode nos trazer felicidade e paz enquanto amamos de tal forma que não façamos uma rede que nos prenda a nós e aos outros. Podemos falar do caminho correto para amar, porque quando amamos corretamente não criamos mais sofrimento. O Buda falou sobre isso em um ensinamento chamado "A Rede do Amor Sensual". A palavra "amor" neste sutra tem uma conotação um tanto negativa. Ser pego pelo amor sensual é como ser um peixe que nada em uma armadilha e não pode escapar. No Sutra, a imagem de uma rede é usada para descrever a perda da liberdade quando alguém é apanhado e enredado pelo desejo sensual.O Sutra da Rede do Amor Sensual usa duas características para explicar o amor. A primeira não é apenas o amor romântico entre duas pessoas, mas também um amor para com a humanidade. Esta característica não significa apego, significa verdadeiro amor. A segunda característica significa ânsia, cobiça, ou desejo. Quando as duas características ocorrerem separadamente é muito fácil de traduzi-los: de um lado há amor e do outro lado, o desejo. Quando juntamos as palavras, elas descrevem um amor que contém desejo. Embora o Buda tenha, inicialmente, ensinado o Sutra da Rede do Amor Sensual para monásticos, este ensinamento é relevante para todos. Muitas vezes as pessoas perguntam se é difícil ser um monge ou monja celibatária, mas praticar a mente plena como um monástico é, em muitos aspectos, mais fácil do que como um leigo. Abster-se completamente de atividade sexual é muito mais fácil do que ter um relacionamento sexual saudável. Como monásticos, nós gastamos nosso tempo praticando e vivendo na natureza. Nós não assistimos televisão, nem lemos romances, ou vemos imagens em filmes e revistas que despertem nosso desejo sensual. Enquanto isso, as pessoas leigas são sempre bombardeadas com imagens e músicas que alimentam o desejo sexual. Ter todos estes estímulos e ainda ter um relacionamento sexual saudável com o entendimento e amor mútuos, é necessário prática constante. Somos todos motivados pelo amor. O amor pode ser nossa maior alegria ou - quando se confunde com o desejo e apego - nosso maior sofrimento. Através da compreensão das raízes do nosso sofrimento e do desenvolvimento de uma compreensão profunda de nós mesmos e de nossos entes queridos, podemos usufruir do relaxamento, alegria e paz que vêm do verdadeiro amor.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Vídeo com Entrevista sobre Meio Ambiente

Thay gentilmente nos traz, de sua experiência espiritual de 85 anos, a necessidade de termos uma visão mais espiritual sobre o meio ambiente.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Entrevista de Thay ao jornal inglês The Guardian

Queridos irmãos e irmãos,
Thay nesta entrevista reforça a conexão de nossa prática espiritual, e nossa relação com o meio ambiente. O quanto isto é importante para que tenhamos uma ação mais sensata e ecológica hoje em dia.
Zen master Thich Nhat Hanh

http://www.guardian.co.uk/sustainable-business/zen-thich-naht-hanh-buddhidm-business-values

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Encontros Zen "Paz a Cada Passo"


Encontros "Paz a Cada Passo", vivência Zen com prática da meditação, e aprofundamento na melhora de relacionamento, superação de obstáculos e o desenvolvimento de uma compartilha e amizade espiritual.
Toda primeira e terceira Terça-Feira de cada mês, a começar agora, dia 17 de Janeiro. Os grupos serão conduzidos por Lili, ordenada pelo mestre Zen Thich Nhat Hanh como "Verdadeiro Caminho de Méritos".
Os encontros serão gratuitos, e serão no Espaço Hermógenes.